sexta-feira, dezembro 10, 2010

Sobre a vida

e ele completou 50 anos. Na mesa do restaurante contemplou os amigos feitos ao longo de sua vida.... meio século pensava... olhou para o lado e viu a esposa, 25 anos juntos e mesmo assim, cercado de amigos e da mulher se sentiu sozinho. Gostaria de tê-la ao seu lado.
Prestes a completar 50 anos de idade se apaixonou novamente. E não foi por sua companheira de 25 anos. Foi por outra mulher. Uma menina comparada a ele. 25 anos era a sua idade. Se era correspondido? Não sabia, mas percebia no olhar dela o quanto sua companhia era, no mínimo, interessante.
Um homem de 50 anos. 2 filhos. Carreira constituída, sólida. Mulher ainda apaixonada. Planos, coisas a realizar. E incrivelmente apaixonado por uma menina. Dúvidas que não mais deveria ter. E mesmo assim sofria.
As semanas anteriores ao seu aniversário foram maravilhosas. Amigos ligando para saber como seria a comemoração do aniversário. Filhos animados com a chance de ver o pai bêbado. Mulher ansiosa com a festa e ele... ele só pensava se valia a pena largar tudo em nome de uma paixonite, algo que só sente quando adolescente, mas que ele julgava estar sentindo. Na sua cabeça um só nome, o nome dela.... sua imagem, seu sorriso, seu olhar....
Idiota, os amigos o chamavam.... ela é nova demais para você.... não vale a pena largar o que você tem.... ela vai te usar e te largar.... você é apenas uma distração, nada demais..... e essas frases povoavam sua cabeça e ele nada fazia... pensava.
Olhava para trás.... lembrava do tempo que passara com ela.. sim, ela alimentou seus sonhos de ficarem juntos, muito embora ele julgasse algo impossível.... sentia saudades dela... ciúmes dela... sabia que ela tinha outras pessoas, outras bocas. Mas ainda acreditava que com ele era algo especial. Vã ilusão.
Olhou em volta. Amigos, mulher, filhos. Bolo de aniversário, mesa repleta de garrafas de cerveja. Pratos vazios. Sua mulher sorria em sua direção. Não sabia o que fazer. Agonia, peito apertado. Fechava os olhos e lembrava dela, a rainha das incertezas. Nunca havia conversado com ela a respeito disso tudo, do que sentia. Para ela poderia ser apenas diversão, para ele, uma deliciosa possibilidade.
Cantou parabéns, abraçou os amigos, beijou os filhos e a mulher. Fechou os olhos, fez um pedido.... abriu os olhos sabendo que nada havia mudado. Mais alguns apertos de mãos, abraços.... sorriu por ter os amigos por perto. Esperou mais um pouco, respirou fundo e olhou a sua volta, na expectativa de vê-la.... nada aconteceu.
Foi para casa, bêbado, deitou em sua cama e esperou sonhar com ela, pois pelo menos ali, em seus delírios, era possível estarem juntos....

5 comentários:

Patrícia H. disse...

Nossa! ...as reticencias deixaram com vontade de quero mais...

Gabriela Queiroz disse...

Que isso , vc que escreveu ou é um texto de algum autor conhecido , sério mt maneirooo !!
Achei lindo , parabens!!!

Leonardo Arruda disse...

o texto é meu ué! e agradeço suas palavras elogiosas! Obrigado!

Sarah Maldonado disse...

Realmente, fala a pena ler hehe.
Muito interessante, mas fiquei com umas curiosidades haha, dps eu t pergunto.
beijaooo

Patrícia H. disse...

Tem como curtir o de cima? rs